domingo, 2 de novembro de 2008

ORIGEM DA VIDA NA TERRA

A Formação da Terra

Há evidências científicas de que nosso planeta surgiu há cerca de 4,6 bilhões de anos, a partir da aglomeração da poeira, rochas e gases presentes no disco de matéria que girava ao redor do Sol em formação. Sabemos também que a terra era um ambiente inóspito, sem a mínima condição para a existência de seres vivos.
Durante a formação da Terra, aglomeração de rochas, poeira e gases gerou tanto calor que os materiais rochosos mais intensos difundiram-se e escaparam para a superfície, em erupções vulcânicas violentíssimas e a superfície da Terra ficou coberta da lava incandescente, tornado o planeta em uma enorme bola de fogo.
A terra em formação era continuamente bombardeada por corpos vindos do espaço.
Hoje a Terra é um planeta mais tranqüilo que em seus primórdios e abriga milhões de formas de vida.
Até meados do século XVII, as pessoas acreditavam que um ser supremo havia criado os seres
Humanos e os seres vivos em geral, mas ao passar do tempo os avanços no conhecimento sobre os seres vivos a partir do século XVIII, colocaram em dúvida tanto a idéia da criação divina quanto a da geração espontânea, dando espaço para as discussões sobre a origem da vida na Terra.
O pesquisador francês Louis Pasteur (18822-1895), foi uns dos responsáveis dessa teoria da geração espontânea, e o naturalista inglês Charles Darwin (1809-1822), que admitia uma ancestralidade comum para todos os seres vivos.
Durante muito tempo desde os tempos mais remotos, as pessoas se perguntam como teria surgido o UNIVERSO, surgindo muitas respostas para essa pergunta, principalmente pelas religiões. Devido ao grande desenvolvimento das ciências naturais, apresentaram novas explicações para as origens do universo, agora baseadas no conhecimento cientifico.

A Teoria da Grande explosão (Big Bang)


A teoria mais aceita para a origem do universo é a da GRANDE EXPLOSÃO. Essa teoria é uma conseqüência do desenvolvimento da Física e da Astronomia no inicio do século XX.
Albert Einstein (1879-1955), com suas equações matemáticas, em sua teoria da relatividade previa que o universo esta em expansão. Por outro, os astrônomos norte-americanos Vesto M.Slipher (1875-1969) e Edwin P. Hubble (1889-1953), reforçava a idéia que as galáxias estão se afastando uma das outras, com suas observações do céu por meio de telescópios potentíssimos.
“O padre e astrônomo belga Georges Lemaître (1894-1966) e o físico russo, naturalizado norte-americano, George Gamow (1904-1968), postularam que o universo começou como um grão primordial ultradesco, que, por razões desconhecidas teria ‘‘explodido”, e dado origem ao espaço, ao tempo, a toda matéria e energia existentes no universo, seguindo á lógica que se as galáxias estão se separando umas das outras, é por que no passado deveriam está bem mais próxima do que hoje. Calcula-se que esse vento que Gamow chamou de Bing Bang, tenha ocorrido cerca de 13,7 bilhões de anos atrás.
Os cientistas calculam que imediatamente após a “explosão” inicial, a temperatura no universo, era tão alta que impossibilitava a existência de elementos químicos. Passados milhares de anos a temperatura diminuiu o suficiente para que surgissem os átomos do elemento mais simples, o hidrogênio (H). Quando o universo tinha apenas algumas centenas de milhares de anos, começaram as surgir às primeiras galáxias, dando origem as primeiras estrelas. Que por sua vez são corpos celestes de grande tamanho, que emitem energia na forma de luz e calor. A energia emitida pelas estrelas provém de reações de fusão nuclear entre seus átomos, processo pelo qual elementos mais simples fundem-se, originando elementos como átomos mais pesados. Esses mesmos átomos que formam a matéria do universo e do nosso próprio corpo, sendo átomos de diversos tipos.
Quando uma estrela atinge uma determinada idade ela explode, seus átomos são lançados no espaço fazendo parte da poeira cósmica, que poderá dar origem a novos planetas, estrelas, corpos celestes e outros.

Biogênese versus Abiogênese

Filósofos e cientistas de grandes nomes do Renascimento acreditavam que os seres vivos poderiam surgir por outros meios além da reprodução, se assegurando na teoria da geração espontânea (teoria da abiogênese). Essa teoria fundava-se que cobras, rãs e crocodilos podiam se formar a partir da lama de lagos e rios, e que gansos podiam surgir pela transformação de crustáceos marinhos.
Essa teoria foi aceita por Aristóteles (384-322 a.C.) filósofo grego, influenciando outros filósofos e cientistas como o francês René Descartes (1596-1650) e o inglês Isaac Newton (1642-1727), esses filósofos adotaram essa teoria para explicar a origem de certos organismos. Agora houve até um médico e pesquisador da fisiologia das plantas de Bruxelas que chegou até ensinar uma “receita”, assegurando-se que poderia criar ratos. Dizia ele. ”[...] coloca-se num canto sossegado e pouco iluminado, camisas sujas, sobre elas espalham-se grãos de trigo e o resultado será que em vinte e um dias surgirão ratos [...]”. Ele tinha tanta certeza que nem considerava a possibilidade de os ratos serem atraídos pelas condições favoráveis (abrigo e alimento) e não produzidos espontaneamente.
Essa teoria não conseguiu resistir á expansão de conhecimentos e aos rigorosos testes realizados por Redi Spalanzani e Pasteur entre outros, esses pesquisadores quebraram essa teoria assegurando-se em evidências de que os seres vivos só poderiam surgir somente através da reprodução de sua própria espécie, teoria que ficou conhecia como biogênese.

O experimento de Redi

Um dos primeiros experimentos científicos sobre a origem de seres vivos foi realizado pelo médico italiano Francesco Redi (1626-1697), em meados do século XVII. Nessa época havia uma crença de que os seres vermiformes dos cadáveres de animais e de pessoas surgiam pela transformação espontânea da carne em putrefação. Redi foi contra essa crença, para ele esses “vermes” apareciam porque eram estágios imaturos do ciclo da vida de moscas, ele acreditava que eram ovos depositados na carne por moscas e não por geração espontânea.
Em seu livro intitulado ”Experimentos sobre a geração de insetos” (em latim, Experimenta circa generationem insectorum), Redi conta que a idéia de que larvas era parte do ciclo de vida de mosca, surgiu a partir da leitura do poema épico Ilíada, cuja autoria é do grego Homero que viveu entre o século VIII E IX a.C. Redi testou sua teoria colocando cadáveres de animais em frascos de boa largas, vedou alguns deles com uma gaze muito fina e deixou outros abertos. Nestes últimos, em que as moscas entravam e saiam livremente, logo surgiram “vermes”. Nos frascos tampados com a gaze, que impedia a entrada das moscas, não apareceu nenhum verme, mesmo depois de passados muitos dias. A previsão feita a partir da hipótese confirmou-se e ela foi aceita.

Polêmicas sobre a origem dos micróbios

A teoria da geração espontânea perdeu credibilidade com o experimento de Redi, mas voltou a ser usada para explicar a origem dos seres microscópios, descobertos em meados do século XVIII pelo holandês Antonie van Leeuwenhoek (1632-1723). Usando um microscópio de sua própria fabricação, Leeuwenhoek observar pela primeira vez os microorganismos.

A Experiência de Joblot

O francês Louis Joblot realizou , em 1711,o seguinte experimento: ferveu um caldo nutritivo preparado à base de carne e o repartiu entre duas séries de frascos cuidadosamente limpos. Após alguns dias, os frascos abertos estavam repletos de microorganismos, enquanto os frascos tampados continuavam inalterados. Com esse experimento, o cientista francês acreditou ter resolvido o problema da origem dos seres microscópicos. “Ele concluiu que os microorganismos surgem de semente microscópica” provenientes do ar.

Needham versus Spallanzani

Novamente a hipótese da geração espontânea, entretanto, não estava derrotada. Em 1745, o naturalista inglês John Needham colocou caldos nutritivos em diversos frascos, fervendo-os por trinta minutos e arrolhando-os bem. Depois de alguns dias, os caldos estavam repletos de seres microscópicos. Assumindo que a fervura eliminara todos os seres eventualmente existentes no caldo original e que nenhum ser vivo poderia ter penetrado através das rolhas, Needham argumentou que só havia uma explicação para a presença de microorganismos nos frascos: eles surgiram por geração espontânea.O pesquisador italiano Lazzaro Spallanzani realizou experimentos semelhantes aos de Needham, mas obteve resultados totalmente diferentes. As infusões preparadas por Spallanzani, muito bem fervidas e cuidadosamente arrolhadas, continuaram livres de microorganismos, mesmo passado muitos dias. Spallanzani concluiu que o tempo de aquecimento utilizado por Needham não tinha sido o suficiente para esterilizar o caldo. Outra possibilidade é que a vedação utilizada por Needham não tinha sido capaz de impedir a contaminação do caldo por microorganismos.

Gás oxigênio

Em fins do século XVIII, descobriu-se o gás oxigênio e seu papel essencial à vida. Novamente surgiu um ponto de apoio para os defensores da teoria da geração espontânea. Segundo eles, o aquecimento prolongado dos caldos nutritivos e a vedação hermética recomendados por Spallanzani impediam a proliferação de microorganismos simplesmente porque faziam sair gás oxigênio, supostamente necessário à sobrevivência de qualquer forma de vida.A polêmica entre a abiogênese e a biogênese continuou até cerca de 1860 quando a academia francesa de ciências ofereceu um prêmio compensador para quem realizassem um experimento que acabasse com a teoria da geração espontânea.

Pasteur e a derrubada da abiogênese

O cientista francês Louis Pasteur já realizara alguns experimentos sobre a origem dos microorganismos, depois de ferver os frascos de vidro contendo caldos nutritivos, ele derreteu seus gargalos no fogo, de modo a fechá-los completamente. Levados até grandes altitudes, nos Alpes, os frascos foram abertos de um modo a expor os caldos ao ar das montanhas. Em seguida, os gargalos foram novamente derretidos e fechados. De volta ao laboratório, Pasteur verificou que apenas um entre os vinte frascos abertos nas montanhas se contaminara.Pasteur pensou ter derrubado o argumento de que era falta de ar fresco que impedia o aparecimento de vida nos caldos fervidos sua explicação foi que o ar das montanhas continha muito menos “sementes” de organismos microscópicos do que o ar da cidade, onde qualquer frasco aberto se contaminava. Pasteur quebrou o gargalo de alguns frascos, expondo, por alguns minutos, os caldos nutritivos ao ar da cidade. Em seguida, fechou-os novamente ao fogo. Três dias depois, todos os frascos estavam repletos de microorganismos.

Os frascos com pescoço de cisne

Com a não satisfação dos membros da comissão julgadora, Pasteur preparou quatro frascos de vidro contendo caldos nutritivos e amoleceu seus gargalos no fogo, esticando-os e curvandos-os de modo que tomassem a forma de cisne. Nesse experimento nenhum dos quatro frascos por ele preparados desenvolveu microorganismos. Apesar de o caldo nutritivo estar em contanto direto com o ar os microorganismos ficaram retidos nas curvas dos frascos com pescoço de cisne, sendo impedidos de atingir o liquido. Com isso, Pasteur quebrou o gargalo de alguns dos frascos, verificando que, em poucos dias, seus conteúdos tornavam-se repletos de microorganismos, neste célebre experimento Pasteur ganhou o prêmio da academia francesa e sepultou de uma vez por todas, a hipótese da geração espontânea.









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Oleh

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