quinta-feira, 12 de março de 2009

Obama lança nova política ambiental

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou, dia 27 de Janeiro de 2009, leis de proteção ambiental, entre elas, medidas para limitar o consumo de combustível e as emissões de gases estufa, como forma de tornar o país menos dependente do exterior em matéria energética.

Ao assinar as disposições, Obama afirmou que essas medidas são voltadas para conter a ameaça do aquecimento global para evitar "catástrofe irreversível" e atos de violência.

"A América não será refém da diminuição dos recursos, dos regimes hostis e do aquecimento do planeta", declarou Obama, revertendo decisões tomadas pelo seu antecessor, George W. Bush.

"Não vamos ficar sem nada fazer sob o pretexto que agir é difícil. Esse é o momento de fazer coisas difíceis", insistiu, afirmando que "é hora de ir ao encontro dos desafios da encruzilhada da história, escolhendo um futuro mais seguro para o nosso país e mais próspero e sustentável para o nosso planeta."

Entre as medidas tomadas pelo presidente dos Estados Unidos, está a decisão de permitir que os Estados americanos possam determinar o nível de emissões de poluentes considerados aceitáveis, além da construção de frotas de veículos que economizem combustíveis e representem investimentos em "economia energética" para criar empregos.

Com as promessas de US$ 150 bilhões para novas energias e da criação de 5 milhões de empregos “verdes” chamam a atenção, mas é a formação de um mercado de limite e comércio de emissões que pode ser o grande feito do novo presidente.

Entre as promessas foram à busca da independência americana do petróleo do Oriente Médio e Venezuela, a redução de 80% das emissões de gases do efeito estufa (GEE) até 2050 e a criação de cinco milhões de empregos ligados a economia “verde”, que tem maior destaque.

Em meio a essas ambiciosas metas, aparece a criação de um mercado de limite e comércio de emissões (‘cap and trade’) nacional. Apesar de soar menos importante, o estabelecimento de um mercado de carbono nos EUA poderia significar toda uma nova postura das indústrias norte-americanas em relação ao meio ambiente.

“Com certeza o ‘cap and trade’ deve fazer parte da solução americana, da mesma forma como a taxação de emissões ou subsídios para energia renovável e outros modos de regulação”, afirma o gerente sênior de créditos de carbono da filial latino-americano da Suez Energy, Phillip Hauser.


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Oleh

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