segunda-feira, 20 de abril de 2009

Romantismo


Romantismo

ROMANTISMO (Século XIX)

O Romantismo somente foi definido como escola literária nos últimos 25 anos do século XVIII. A Alemanha e a Inglaterra foram pioneiras no romantismo, mas foi à França que divulgou a nova tendência.


Em Portugal, o poema “Camões” de Almeida Garrett foi o marco inicial do Romantismo no país.


O livro de poesias “Suspiros poéticos e saudades” e a revista Niterói são consideradas o marco inicial do Romantismo no Brasil. As duas obras foram lançadas no ano de 1836.

No Brasil, o Romantismo desenvolveu-se principalmente nos gêneros romance e poesia. O romance estava em ascensão na Europa e não tardou a fazer sucesso também por aqui. Inúmeros jornais e folhetins traziam em suas páginas as belas traduções de romances europeus de cavalaria ou de amores impossíveis. Logo, toda uma gama de jovens escritores brasileiros interessou-se pelo gênero e especializaram-se nesse tipo de literatura.

Em termos da temática, o romance brasileiro pode ser dividido em quatro tendências distintas.


O romance urbano, que retrata, muitas vezes de forma crítica, a vida e os costumes da sociedade no Rio de Janeiro. 


Os enredos, na maioria das vezes, são recheados de amores platônicos e puros, fruto de uma classe social sem problemas financeiros e na maioria dos casos estereotipada. Destacam-se as obras de Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Antônio de Almeida e, principalmente, José de Alencar.

O romance indianista, que focaliza a figura do índio. Enquanto o escritor europeu tinha seus cavaleiros medievais, o brasileiro sentiu a necessidade de resgatar em nosso passado um herói que melhor nos retratasse. Mesmo sendo algumas vezes retratado como se fosse um cavaleiro europeu da idade média, a figura do índio surge de forma imponente, com seus costumes e sua vida selvagem, mas cheia de virtudes. Destacam-se aqui as obras de José de Alencar, principalmente os clássicos Iracema e O Guarani.

O romance regionalista, que se concentra em outra figura brasileira: o sertanejo. Na insistência nacionalista de buscar as raízes de nossa cultura, a figura do sertanejo, com suas crenças e tradições, fez-se tão exótica quanto à do índio.

Dentre os regionalistas, destacam-se, além de José de Alencar, Bernardo Guimarães, Visconde de Taunay e Franklin Távora.

Em oposição direta ao Arcadismo, o Romantismo, marco de início do Período Nacional da literatura brasileira, que se estende até nossos dias, tem como lema a subjetividade, ou seja, o culto ao EU, ao individualismo e à liberdade de expressão, buscando a criação de uma linguagem nova e compatível com o espírito nacionalista. Impera a emoção, a constante busca pelas forças inconscientes da alma, como a imaginação e os sonhos. É o coração acima da razão humana, que leva ao amor idealizado e puro. A natureza passa a ser a expressão da criação e perfeição de Deus, a única paisagem sem a mão corrupta do homem. É nela que o homem vai refletir todo o seu estado de espírito e desejos de liberdade, de proximidade ao Criador. 


Essa busca dos sentimentos e da liberdade entra em choque, porém com a realidade humana e muitas vezes geram a insatisfação, a depressão e a melancolia em relação ao mundo incompreendido - o "mal-do-século". 
A conseqüência quase sempre é a fuga, a busca pela morte, pelos ambientes exóticos: o oriente distante ou o passado histórico, que, para os europeus, remonta à época medieval e, para os escritores brasileiros, à vida indígena pré-colonial e colonial. Muitas vezes essa fuga recai sobre a infância, período de pureza, estabilidade e segurança na vida. A criança passa a ser modelo de perfeição, de estado de espírito, de exemplo para a renovação da alma e da sociedade. Surge daí a contestação aos modelos vigentes, a busca do caos e da anarquia, o culto às trevas, ao ópio e à noite, num convívio quase irregular com um nacionalismo exaltado, em que a figura do índio e do sertanejo passa a serem figuras de destaque - representantes da típica cultura brasileira. Toda essa fuga seria alvo de ataque dos escritores do Realismo-Naturalismo.

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Oleh

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