domingo, 8 de março de 2009

Preservação dos Recursos Hídricos


A preservação dos recursos hídricos deve ser trabalhada tendo em vista dois aspectos fundamentais: a integridade do corpo d’água e a qualidade da água.
Do ponto de vista do corpo d’água, destacam-se entre outros, quatro tipos de ação:
Utilização adequada das faixas de proteção de 1ª e 2ª categorias, que proíbe e/ou restringe o desenvolvimento de certas atividades que resultem em movimentos de terra, esgotamento do recurso hídrico, etc.


Conservação da mata ciliar, que protege o recurso hídrico das ações erosivas e do problema de assoreamento.
Racionalização da exploração mineral do leito e margens dos recursos hídricos, o que evitará a descaracterização dos seus limites, que provocam o transbordamento das águas por ocasião das cheias.


Realização do reflorestamento nas áreas desmatadas, com vistas à reposição da mata ciliar, protetora dos recursos hídricos.
Do ponto de vista da qualidade da água, algumas medidas de preservação podem ser enumeradas:


Tratamento de qualquer efluente (doméstico ou industrial) que for despejado nos recursos hídricos.
Proibição da disposição de resíduos sólidos (lixo) às margens dos recursos hídricos.
Controle do uso de agrotóxicos.
Proibição da instalação de esterqueiras às margens dos recursos hídricos.

Uso Consciente da Água


A maior parte da água doce existente no mundo está concentrada em apenas 19 países. E o Brasil é uma das nações privilegiadas, pois possui 13,7% da água doce do planeta, embora sofra com o problema de concentração dos mananciais: 70% do recurso estão na região Norte. O consumo de água em nosso país divide-se da seguinte forma: 59% destinados à agricultura, 22% em uso doméstico e 19% em uso industrial. No item que está ligado diretamente a nós consumidores, o uso doméstico, boa parte do desperdício, em nosso país, concentra-se nos vazamentos escondidos, descargas solta ou antigas e na falta de racionalização do uso. Já a poluição ambiental é um dos principais fatores que colaboram com a degradação dos recursos hídricos no Brasil.

DESAFIOS

O adensamento populacional aliado à ocupação desordenada faz com que o serviço de distribuição de água potável torne-se uma tarefa desafiadora para o poder publico nas grandes cidades do Brasil. Além disso, o problema no processo de urbanização reflete-se diretamente na qualidade da água dos mananciais que abastecem as cidades. Ou seja, além do tratamento de água, torna-se fundamental o desenvolvimento de novas técnicas de captura da água bruta e um intenso programa social de conscientização ambiental da população.


O que você pode fazer para contribuir com a preservação:
No banheiro: regule torneiras e descargas. Conserte os vazamentos assim que forem notados; Feche a torneira enquanto escova os dentes. Se enxaguar a boca com um copo d’água, conseguirá economizar mais de 11,5 litros de água (casa) e 79 litros (apartamento); Economize água colocando um tampão na pia e fazendo do lavatório um tanquinho, enquanto faz a barba por exemplo. Detalhe: ao fazer a barba em cinco minutos, com a torneira maio aberta, pode-se chegar a gastar 12 litros de água (casa) e 80 litros (apartamento); Procure não tomar banho demorado. Cinco minutos no chuveiro são suficientes para um bom banho. Coloque um balde embaixo do chuveiro para armazenar a água enquanto esquenta. Assim, ela pode ser utilizada para outras atividades da casa, como colocar a roupa de molho ou lavar a louça; Não use a privada como lixeira ou cinzeiro. Não jogue papel higiênico, absorvente, ponta de cigarro, preservativo, gilete, pó de café, restos de comida, cascas de frutas, legumes, óleo e qualquer outro tipo de detrito; Nunca acione a descarga à toa, pois ela gasta muita água.

Na cozinha: ao lavar a louça, ensaboe tudo o que tem que ser lavado e depois abra a torneira novamente para enxágüe; Só ligue a máquina de lavar louça quando ela estiver cheia; Na higienização de frutas e legumes, utilize cloro ou água sanitária, de uso geral (uma colher para um litro de água, por 15 minutos). Depois coloque duas colheres de sopa de vinagre em um litro de água e deixe por mais 10 minutos, economizando o máximo de água possível.
Na Lavanderia: junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave uma peça por vez. Procure usar a máquina no máximo três vezes por semana; Se as roupas são lavadas no tanque, deixe-as de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Use água nova apenas no enxágüe. Aproveite esta última água para lavar o quintal ou a área de serviço; Reuse a água do tanque para lavar carros e calçadas ou use, para estes casos, uma balde.

No jardim: Confira seu relógio de água (o hidrômetro). Faça um teste fechando todas as torneiras, desligando os aparelhos que usam água e não utilize os sanitários. Anote o número que aparece ou marque a posição do ponteiro maior do seu hidrômetro. Depois de uma hora, verifique se o número mudou ou o ponteiro se movimentou. Se isso aconteceu, há algum vazamento em sua casa; Use um regador para molhar as plantas ao invés de utilizar a mangueira; Não fiquem horas lavando a calçada com água potável; Se você tem piscina de tamanho médio exposta ao sol e a ação do vento, saiba que ela perde aproximadamente 3.780 litros de água por mês por evaporação, o suficiente para suprir as necessidades de água potável de uma família de quatro pessoas por cerca de um ano e meio, considerando o consumo médio de dois litros/habitante/dia. Com uma cobertura (encerado, material plástico), a perda é reduzida 90 %.
Caixa d’água: mantenha sua caixa d’água limpa, ela deve ser lavada pelo menos a cada seis meses.
Vazamentos: consertos de vazamentos na rua são de responsabilidade da Estação de Tratamento de Água de sua cidade. Se você constatar um, acione a instituição responsável em seu município. Consertos de vazamentos dentro de casa são de responsabilidade do morador, que deve consertá-lo rapidamente. Segundo a Sabesp, um pequeno buraco de dois milímetros no encanamento desperdiça até 3.200 litros de água em um dia. Quanto mais rápido você fizer isso, menor será seu prejuízo.


Solubilidade do Oxigênio

Solubilidade do Gás Oxigênio

Os peixes conseguem absorver o gás oxigênio (O2) dissolvido na água. Em um aquário, podemos manter a quantidade de oxigênio adequada à sobrevivência dos peixes borbulhando ar e controlando a temperatura do sistema.
Na natureza, a quantidade adequada de O2 é providenciada pelo próprio ambiente. No entanto, o descaso e o não-tratamento das águas utilizadas, tanto nas indústrias como nas nossas casas, é responsável pela introdução de grandes quantidades de resíduos em rios e lagos.
Esses resíduos podem reagir com o gás oxigênio ou favorecer o desenvolvimento de bactérias aeróbias que provocam a diminuição da quantidade de oxigênio na água, o que acaba causando uma grande mortandade de peixes.
Uma das maneiras de abrandar a ação desses poluentes consiste em manter a água desses rios sob constante e intensa agitação. Dessa maneira, obtém-se maior contato da água com o ar e, conseqüentemente, uma maior oxigenação dessa água, possibilitando a respiração de peixes e outros seres vivos.
Esse método de aeração da água também pode ser utilizado para amenizar os estragos causados pelo despejo de líquidos aquecidos em rios e lagos, pois o aumento de temperatura da água também provoca a diminuição de oxigênio nela dissolvido.


Oxigênio Dissolvido (Em sistemas aquáticos)


O teor de oxigênio na água varia em função inversa da temperatura, altitude, salinidade e direta da pressão atmosférica.

A sua principal fonte provém da fotossíntese (*) realizada pelas algas e pelos vegetais superiores. Essa produção interna (fonte endógena) oscila com a profundidade, intensidade luminosa, estação do ano, nebulosidade, latitude, etc.
O oxigênio atmosférico (fonte exógena) que difundi-se no meio líquido, representa uma pequena parcela, caso não se tenha outros meios de introduzi-lo (p.e. cascateamento, declives, chafariz, aeradores, etc.). Porém a permanência na água depende extremamente da pressão atmosférica, da temperatura, da altitude, da turbulência, etc.


Também a capacidade de solubilidade e permanência na água do oxigênio e sua difusão entre a água e ar, esta relacionada com a temperatura e concentração de sais. Quanto maior a temperatura da água, com igual ou maior salinidade, menor será a taxa de solubilidade do gás oxigênio na água, portanto maior será a sua capacidade de difusão para o ar (meio externo a água).

Ao nível do mar. em 30º C, a água natural deve apresentar 7,5 Mgo2/l; com 20º C eleva-se para 9,08 Mgo2/l e à 15º C para 10,07 Mgo2/l; já em 730 m de altitude, a concentração de oxigênio, á 30º C será de 6,90mgO2/l; em 20º C esta com 8,28mgO2/l e a 10º C com 10,28mgO2/l, então quanto menor for a altitude local(maior pressão atmosférica), maior facilidade de solubilidade e permanência do gás oxigênio na água, porém mantendo-se a relação inversa com a temperatura.
O oxigênio dissolvido é um fator limitante no meio aquático que contenha organismos que o necessite para respiração e degradação da matéria orgânica. Alto valor de O.D. induz alta eficiência e predomínio de depuradores e degradadores aeróbios, porém em altos níveis de nutrientes, maiores são as necessidades de oxigênio. O mínimo de oxigênio para os metabolismos orgânico (carbônico) é de 0,5mg02/l e valores maiores a 2,0mg02/l para a oxidação dos compostos nitrogenados.

Fotossíntese:
O processo que se inicia a partir do gás carbônico (CO2) e água (H2O), na presença da energia luminosa, para produção de alimento em forma de carboidrato (C6H12O6), sendo executada por todos os vegetais, que contenham pigmentos especiais como a clorofila. Eles, os vegetais, absorvem energia radiante, convertendo em energia química, liberando o gás oxigênio, (O2) e íons hidrogênio (H+).


Controle da Concentração do Oxigênio Dissolvido


Uma prática observação a ser efetuada pelo criador/produtor no cuidado quanto a concentração do O2 na água, é quanto a coloração, ou seja, água muito verde, com formação de filmes (natas) esverdeados, água avermelhada e aspectos oleosos na superfície, alertam quanto a possíveis e fortes flutuações de oxigênio, podendo ir de um alto valor durante o dia e zerando durante a noite.


Sistemas super alimentados (adubação, fertilização) correm maiores riscos com relação a tais variações. Outra prática é a observação da permanência dos organismos, (peixes), na superfície da água, como que querendo abocanhar o ar. Um sinal característico de deficiência de O2 em tanques é o mau odor das águas.
Cuidados quanto ao manejo das águas e monitoramento do grau de oxigênio dissolvido nos tanques de criação devem ser práticas corriqueiras em uma consciente e lucrativa atividade aqüicola

Medidas visando evitar alterações drásticas da concentração de oxigênio dissolvido na água.
- remoção de detritos e sujeiras, em geral;
- manejo adequado da água do sistema, em geral;
- monitoramento das relações ambientais (físicas e químicas) do oxigênio e manejo adequado dos sistemas de aeração;
- alimentação correta, respeitando o hábito alimentar, a qualidade e quantidade do alimento;
- manter a densidade populacional compatível com o sistema e manejo da criação.




























































































































1 comentários:

Uma boxta lixo bando d nb do caraii

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